O amor é bem mais justo quando é reciproco!

Dizem que só damos valor quando perdemos…

Eu nunca entendi ou quis compreender essa frase, para mim, era somente mais um dito popular, daqueles que servem para idealizar o momento de alguém.

Eu tinha amigos, festas, bebidas e uma namorada. Sim, eu tinha uma namorada!

 

 

Lucy era linda! Tão linda, que é quase impossível descreve-la sem confundi-la com a figura um anjo. Nos conhecemos na escola no último ano do colégio, daí então, foram 10 anos e eu   jamais me senti só. Lucy me preenchia de todas as formas, de todos os jeitos.

Por outro lado, a quantidade de pessoas que eu tinha a minha volta, fazia eu me sentir quase um Deus, alguém incapaz de fornecer o melhor de mim, um mimado sem sentimentos a oferecer.

Lucy se formou, mas não exerceu a sua profissão, porque, mudamos de cidade para realizar o meu sonho profissional, ela abandou seus amigos para se enturmar com os meus, e, consequentemente Lucy abriu mão dos seus sonhos para viver os meus, para ela, meus sonhos eram nossos. Lucy, fez tantos sacríficos, que só hoje eu percebo o quanto ela foi importante para eu chegar onde cheguei. Entre frequentes happy hours e viagens profissionais, fui aos poucos abandonado Lucy, e, sem perceber deixando de lado a minha maior fortaleza. Mesmo morando no mesmo apartamento, e dividindo a mesma cama, quase não nos víamos mais, nos falávamos cada vez menos, o sexo era algo de rotina, fazíamos por protocolo e não por prazer…. Eu tinha um mundo tão cheio de opções, que, tomado pelo egoísmo, me esqueci que eu era o mundo de opções de Lucy, eu era o mundo que ela havia escolhido para viver, eu era o mundo cruel e ingrato responsável por Lucy abdicar de todos os seus sonhos.

Eu não fazia ideia do quanto ela era importante para mim…

Há 4 meses, em uma segunda fria e parada, entre uma de minhas viagens de rotina, recebi a ligação que jamais imaginei que receberia… Lucy, com a voz tremula e frágil, pediu que eu apenas a ouvisse, antes de prosseguir, pediu que eu entendesse as suas razões e prosseguiu:

 

Eu te amei com todas as minhas forças, por vários momentos abri mão de mim mesma para ter você ao meu lado, sei que talvez você demore a entender o quanto você era importante para mim, e pior, talvez nunca entenda o quanto eu era importante para você. Caso sinta um vazio, lembre-se de que um dia eu tentei preenche-lo com todas as minhas forças, mas como é impossível viver um amor onde só uma parte se doa, só uma parte sofre, aliás, se qualquer umas das partes sofre, creio que não seja amor. Admito que talvez, eu nunca ame outro alguém como amei você, mas de uma coisa eu tenho certeza, de hoje em diante jamais deixarei de me amar.

Estou te deixando, não porque eu não te amo mais, mas porque passei a me amar!

 

O som do telefone mudo, eram como garras afiadas adentrando o meu peito. Na volta para casa, a curta viagem entre Rio e SP, parecia eterna, eu não conseguia assimilar o que estava acontecendo.

Ao chegar em casa, finalmente caiu a ficha. O apartamento vazio, nada mais era que o reflexo do meu peito. Cada lágrima que caia, fazia eu compreender que os sonhos de Lucy, também eram importantes, e o que eu havia me tornado, jamais teria ocorrido sem o apoio de Lucy. A partir daí, eu passei a compreender que, o amor é bem mais justo quando é reciproco!

Hoje, faz 4 meses que Lucy partiu. Ela está bem, está recomeçando… Ela decidiu sair em busca de novos sonhos, ou na verdade recuperar sonhos perdidos, e o que mais dói, não é ver Lucy com novos sonhos, mas sim, por puro egoísmo meu…. Não fazer parte de nenhum deles!

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