Caixa de Lápis de Cor com 24 cores, era para poucos!

Eu sou daquela geração que ia para escola com uma lancheira em volta do pescoço, bem ao estilo Indiana Jones, sabe? E de quebra, ainda tinha uma toalhinha de mão bordada com o meu nome para não perder!

Janeiro além de férias, era mês de comprar material escolar!

Meus olhos sempre brilhavam quando a gente entrava na papelaria e eu via aquela caixa de lápis da Faber Castell com 24 cores, eu achava o máximo uma caixa de lápis de cor que de tantas cores, tinha até a cor branca!

Como a grana era curta, eu sempre ganhava a caixa de 12 cores, acompanhada é claro, por uma pequena caixa de canetinhas de 6 cores. O que me deixava puto! Como uma pessoa pode ter 12 cores para colorir e somente 6 para contornar? – Pensava de forma indignada –

Mas tudo bem, para compensar eu tinha direito a um apontador com carga e um lápis de tabuada!

Eu usava cola tenaz, porque a Pritt bastão só tinha quem era playboy. Usava estojo de zíper, porque aquele cheio de botões e funções, também era de playboy. A gente não entendia, mas era quase uma aula prática de diferenças sociais que só compreenderíamos no futuro!

Sempre era incluso na lista um pacote de sulfite branco, folhas de papel estêncil e álcool, e por causa desses elementos toda vez que eu ouço a palavra mimeografo eu respiro mais devagar e fundo, até hoje tenho gravado aquele aroma na minha memória, era gostoso.

E como era bom chegar em casa com a lista comprada! Sentar com meus pais e encapar os cadernos e livros com plástico azul leitoso, mesmo sob a seguinte ameaça: “Esse ano não quero relaxo hein, se eu ver esses cadernos com orelhas a gente vai conversar”!

E mesmo que eu torcesse de forma religiosa para que as férias não acabassem, era divertido preparar-se para o início das aulas. Saber se fulano ou ciclano continuariam na mesma classe, quem seriam os novos amigos, quais seriam os novos desafios. Não sei se hoje eles têm o mesmo entusiasmo, mas eu tenho boas lembranças dessa fase!

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